Demissões na Prefeitura de Parauapebas geram polêmica e cobrança sobre gabinete do prefeito

A onda de demissões na Prefeitura de Parauapebas segue dando o que falar. Só na Secretaria de Educação, a Semed, centenas de trabalhadores já foram desligados. Na lista estão vigilantes, monitoras de crianças atípicas, auxiliares de turma, merendeiras e pessoal da limpeza.

O corte mais criticado foi o das monitoras que acompanham crianças atípicas nas escolas. Mães e servidores já foram às ruas. A reclamação é direta: sem essas profissionais, a inclusão e o atendimento dos alunos ficam comprometidos.

O caso esquentou ainda mais quando veio à tona o tamanho do gabinete do prefeito. São 861 servidores, sendo 566 contratados pela gestão atual. O número pesa porque, quando era vereador, Aurélio Goiano chamava de exagerado o quadro do gabinete anterior.

A Prefeitura se defende. Em nota, diz que os desligamentos seguem recomendação dos órgãos de controle e fazem parte de uma reorganização administrativa. Cita o Termo de Ajustamento de Gestão nº 001/2025/TCMPA e a Notificação nº 170/2026 da 1ª Controladoria do TCM/PA.

Já os críticos batem na tecla: se é pra cortar, que comece pelos cargos comissionados e administrativos, não por quem está na ponta, dentro das escolas, atendendo a população.

Enquanto a Prefeitura fala em ajuste fiscal, o debate corre solto nas ruas e nas redes. No meio disso tudo, centenas de famílias que dependiam desses empregos agora encaram a incerteza.

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