Deu 10 a 6 e a denúncia contra o prefeito Aurélio Goiano passou. Com isso, a Casa abriu oficialmente o processo pra discutir a cassação do mandato dele.
A responsável pela peça foi Mãe Vanessa de Oxum, da FEUCABEP. A acusação é pesada: quebra de decoro e conduta incompatível com o cargo. Artigo 4º do Decreto-Lei 201.
COMO TUDO COMEÇOU
Volta lá pro dia 11 de junho, na Sessão do Dia do Evangélico. Do microfone, o prefeito fez críticas diretas às religiões de matriz africana.
Só que a denúncia foi além. Apontou também o DARP, o departamento de assuntos religiosos da prefeitura, e disse que teve dinheiro público sendo usado de forma diferente pra eventos religiosos em 2025 e 2026.
Depois disso o caso ganhou corpo: MP instaurou procedimento, Defensoria notificou, a própria Câmara emitiu nota e a OAB-PA repudiou.
TEVE BRIGA SIM
Maquivalda, do PDT, não deixou barato e pediu voto nominal. Queria todo mundo com o nome na ata.
Léo Márcio tentou segurar pedindo vista. Mas o presidente Anderson Moratorio barrou e foi direto pro voto.
E teve voto de família: Zé da Lata, do Avante e pai do prefeito, ficou entre os 6 que foram contra o recebimento.
O JOGO AGORA MUDA
Acabou a fase de “receber ou não”. Agora é o seguinte:
1. Sorteio na Casa: 3 vereadores foram sorteados para montar a Comissão que vai tocar o processo (Erica Ribeiro,Maquivalda e Leandro do Chiquito).
2. Prazo: O prefeito tem 10 dias pra entregar a defesa.
3. Atenção no número: 10 votos aceitaram. Pra cassar de vez precisa de 2/3 da Câmara. O sarrafo subiu.
A partir daqui, cada vereador vai ter que dar satisfação pro eleitor.
Eita que o ano vai ser longo…
