Candidato com nanismo é reprovado em teste físico de concurso para delegado em MG e recorre da decisão

O advogado Matheus Menezes Matos, candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, foi considerado inapto na etapa de exames biofísicos e biomédicos do concurso. O resultado preliminar foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no dia 15 de maio, referente aos testes realizados em 26 de abril.

Matheus, que tem nanismo, continua participando do certame por força de decisão judicial provisória. A defesa, conduzida pela advogada Kesia Oliveira, apresentou recurso contra o resultado. O prazo para contestação terminou em 20 de maio. O resultado definitivo ainda não foi publicado.

O caso ganhou repercussão após o candidato alegar discriminação no Teste de Aptidão Física (TAF). Ele contesta a prova de impulsão horizontal, que exige salto mínimo de 1,65 metro — marca que considera incompatível com sua condição.

A FGV informou que o edital do concurso, publicado em janeiro de 2026, já estabelecia que não haveria adaptação dos exames biofísicos a condições individuais. A previsão consta no item 1.19 do documento.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, Matheus foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, sendo eliminado apenas nos testes biofísicos. A instituição afirma que a etapa tem o objetivo de verificar se o candidato possui aptidão física compatível com as atribuições do cargo.

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