O discurso mudou. O prefeito Aurélio Goiano, que durante a campanha prometia solucionar os problemas de infraestrutura da cidade em seis meses, foi à entrevista no Fala Cidade Parauapebas e admitiu que a situação está difícil.

Goiano reconheceu que a rejeição ao governo disparou. O principal motivo, segundo ele, é um rombo de R$ 800 milhões no caixa municipal. “Com R$ 800 milhões a menos, não conseguem tampar todos os buracos. Com a força financeira atual, não vão dar conta”, afirmou.

Da promessa de 6 meses ao “não sou Mister M”
 
Antes de ser eleito, o prefeito garantia que meio ano seria suficiente para colocar a infraestrutura nos eixos. Agora, o tom é outro. Para Goiano, “fazer o planejamento de uma cidade de 350 mil pessoas não se faz em dois meses”.

O prefeito justificou a mudança de prioridade no início da gestão. No começo do mandato, a preocupação era com escolas, merenda e com “parar de deixar o pessoal morrer no hospital”. Agora, segundo ele, “virou essa dificuldade de buraco”.

O que tem hoje 
Goiano foi direto ao afirmar que “não conseguiram fazer grandes coisas, mas estão começando a fazer o básico direitinho”. Admitiu que a coleta de lixo ainda não está boa. “Antes ficava três meses sem coleta. Hoje não está boa, mas já melhorou”, disse.

Sobre a limpeza urbana, afirmou que gostaria de ter 3 mil pessoas na rua, mas só há verba para 600. “Quando a força financeira estiver forte, vai contratar 2, 3 mil pessoas e fazer a coisa acontecer”, garantiu.

Futuro com licitação 
A nova promessa é de arborização da cidade e reforma de rotatórias, inspirado em modelos de Goiânia e Minas Gerais. O entrave, segundo o prefeito: “Um processo licitatório demora seis meses” e ele “não consegue estalar o dedo e virar o Mister M e deixar tudo lindo”..

Goiano encerrou pedindo paciência à população: “Agora não vai parar nunca, porque o mato cresce de todo jeito.”

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